15/06/2016 13h56 - Atualizado em 22/06/2016 14h49

RS 162

RS 162


Rodovia 162 é de extrema importância para região, Prefeito Norton J. Matter busca recursos para sua pavimentação através de federalização


No dia 08 de junho de 2016, o Prefeito Norton João Matter protocolou junto ao DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e no Ministério do Turismo em Brasília/DF, ofício solicitando importante demanda para a região. A presente proposta trata da federalização do trecho rodoviário com pouco mais de 35 km de extensão, atualmente representado pela RS-162. O trajeto que buscamos transferir ao domínio da União vai do entroncamento com a rodovia BR-392 em Guarani das Missões até a RS-344 no trevo de acesso a Santa Rosa. A transferência de domínio da rodovia é medida de interesse comum da União e do Estado do Rio Grande do Sul. Caso essa proposta seja sancionada, abre-se a possibilidade da pavimentação ser executada com recursos federais. Com a federalização proposta, será possível a alocação de recursos do Orçamento Geral da União para as necessárias obras de adequação, manutenção e conservação, além de sanar um grave gargalo logístico decorrente do excesso de veículos e da falta de condições de trafegabilidade de outras rodovias da região, que tem motivado inúmeros protestos e trancamento das mesmas. Atualmente o Governo do Estado do Rio Grande do Sul é responsável pela manutenção e conservação do trecho. Diante do grande fluxo de veículos e transportadores de cargas, os trabalhos de manutenção devem ser constantes para que o leito não fique desgastado, fazendo com que o Governo Estadual invista uma grande quantidade de recursos. A federalização da RS 162 contribuirá para o desenvolvimento econômico de nosso Estado e representará impactos positivos para o escoamento da produção, para a infraestrutura, para a logística, o transporte e grande impacto social. A rodovia possui 35,13 km de extensão, inicia em Guarani das Missões, passa por Senador Salgado Filho e termina em Santa Rosa. Os beneficiários diretos da rodovia são em torno de 80 mil pessoas e de forma indireta, mais de 300 mil pessoas, pois seu traçado liga a região Noroeste à região das Missões do Estado do Rio Grande do Sul. Para a região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul é muito importante aumentar a qualidade logística para o escoamento das produções e, com uma pavimentação asfáltica na via, diminuirão os custos de manutenção e consequentemente ampliarão os investimentos industriais pelo fato da rodovia proporcionar transporte eficiente. Diante de outras pautas que estão sendo pleiteadas pela Associação dos Municípios do Grande Santa Rosa, como a obra da Ponte Internacional entre Porto Mauá e Alba Posse – Argentina, a RS-162 será um importante corredor logístico nacional e internacional, impulsionando o desenvolvimento da região e, facilitando a ligação entre cidades, as quais apresentam economias semelhantes com predominância de atividades agropecuárias. Toda a macro região terá mais desenvolvimento, mais emprego e mais renda. É um passo importantíssimo para o turismo e desenvolvimento da região e também para o escoamento da produção industrial e agrícola. Além de fortalecer a agricultura familiar e seus empreendimentos e manter o homem no campo. A melhoria da estrada vai estimular a estruturação do setor turístico local, integrando as atrações dos municípios à beleza rústica e natural de seu leito e arredores. Ligação importante entre a região Noroeste e Missões do Estado do Rio Grande do Sul, a RS-162 servirá como alternativa rápida para acesso internacional (Argentina). A ideia é que a rodovia possibilite a consolidação da “Rota Turística e Cultural Portal da Imigração Alemã no Noroeste Gaúcho” que possibilita ao visitante visualizar edificações do período da colonização, com características únicas que trazem consigo marcas da origem do povo que colonizou a nossa região, bem como, que dê suporte ao acesso de turistas à Região Missioneira, onde está localizado o Patrimônio Histórico e Cultural das Ruínas de São Miguel. Também potencialize o ecoturismo, turismo rural, roteiros gastronômicos, históricos e culturais. A proposta também vai estimular os principais setores da economia regional, favorecendo sua modernização e diminuindo os custos para o escoamento da produção de cereais e principalmente da produção de leite, que estão entre os principais produtos produzidos e industrializados na região. Nos registros históricos consta que os primeiros imigrantes começaram a chegar por volta de 1890 ao Rio Grande do Sul, desembarcavam de navios lotados vindos da Ilha das Flores – Rio de Janeiro, uma hospedaria de imigrantes, onde estes passavam por uma triagem e quarentena, e eram então encaminhados aos seus destinos. Os primeiros imigrantes da nossa região ocuparam terras da Colônia Guarany, a partir do início de 1900, a qual localiza-se à margem direita do Rio Comandaí e compreendia uma área até o município de Porto Lucena. Nesta área localiza-se o povoado de Esquina Ypiranga, o qual recebera seus primeiros imigrantes por volta do ano de 1905, época em que foi construída a primeira ponte neste rio, possibilitando o acesso dos primeiros grupos de suecos e austríacos. Antes da chegada dos imigrantes, este povoado foi palco de batalhas da Revolução Farroupilha, conforme descrito em literaturas. Milhares de alemães, chamados por muitos de alemães-russos em função de sua procedência, se instalaram na região noroeste do Rio Grande do Sul, inicialmente denominada Colônia Guarany, atualmente município de Senador Salgado Filho. Lotes de terras de 25 ha eram adquiridos pelos imigrantes para iniciarem sua instalação e adaptação à região e posterior início das atividades agrícolas ou artesanais que tinham prática. A imigração na região iniciou-se por Senador Salgado Filho, o que confere honrosamente ao município o título de “Portal da Imigração Alemã na Colônia Guarany”. Os bravos imigrantes de variadas etnias, oriundos dos mais diversos impérios e países, responsáveis pela colonização de boa parte do território do Rio Grande do Sul, sofreram, lutaram e contribuíram de forma intensa para o desenvolvimento da atual região da Grande Santa Rosa, da qual Senador Salgado Filho também faz parte e também das Missões. Para preservar o que ainda resta e valorizar esta tão rica história e o legado deixado pelos bravos imigrantes, das diferentes etnias, se faz necessária a concretização desta demanda regional que, além de auxiliar de forma eficaz no resgate histórico cultural, será de suma importância para o desenvolvimento econômico macro regional, pois, assim como os desbravadores abriram caminhos para o desenvolvimento a mais de 100 anos atrás, é dever do Estado proporcionar infraestrutura logística mínima para que as potencialidades e capacidades deste povo sejam reconhecidas e valorizadas. Portanto, diante de outras federalizações como a GO-118, RSC-470 e MT-407, e recursos oriundos do Ministério do Turismo para a pavimentação da Transcitrus que liga seis municípios dos vales do Caí e Taquari com 42 km de extensão, o Prefeito Norton afirma que é função e dever do gestor público buscar recursos das outras esferas do governo, com o principal objetivo de melhorar a qualidade de vida da população.
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Fonte: Assessoria de Imprensa do Município


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